Minha coluna dói

Cruze a linha de chegada

| 24 de maio de 2019

Domingo passado, 19 de maio de 2019, ao concluir a prova dos 10km da Tribuna em Santos (SP), completei a emblemática marca de 1000km percorridos em provas oficiais. Comecei nesse mundo em 2007, exatamente nessa mesma prova, que sempre ocorre no 3º domingo de maio. Na época, eu estava no meio de um processo de recuperação de uma cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior – lesão que eu tinha “ganho” no final de 2006 jogando futebol. Por orientação do fisioterapeuta que cuidava do meu caso, a corrida seria uma forma eficiente de ganhar novamente musculatura e, de certa forma, perder qualquer medo de retomar as práticas esportivas. 

Completei essa primeira prova em 1h12m56s, um tempo que pode parecer bem ruim aos iniciados, mas que pra mim foi como uma medalha olímpica – só quem já passou pelo stress de uma cirurgia como essa pode entender o que estou falando. Continuei correndo para fortalecer e acelerar meu retorno aos esportes (futebol e tênis), mas acabei sendo abduzido pela energia da corrida e, quando percebi, já estava madrugando aos finais de semana e calçando tênis, comprando relógios medidores de batimento cardíaco e me inscrevendo em novas provas. 

Para quem nunca experimentou a sensação de cruzar a linha de chegada, recomendo fortemente. Dizem que é a endorfina, hormônio conhecido por proporcionar bem-estar e sensação de felicidade, liberado em nosso organismo após meia hora de exercícios aeróbios, ou por meio do consumo leve de chocolate. Na dúvida, eu faço os dois, e sigo feliz! 

Vamos lá, levante do sofá e experimente também.

1000 Km

95 provas

05’34” pace médio

0:50:11 melhor tempo nos 10 km

 

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

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Schhhhhpá!

| 12 de setembro de 2018

Foto:  Unsplash / @jeremyforlife

Schhhhhpá!

É mais ou menos assim o ruído que se tem ao abrir um tubo de bolinhas de tênis. E para quem gosta do esporte, esse som, seguido do cheirinho característico (um misto de borracha, feltro e cola) se transformam em um momento mágico. Vai começar um jogo.

O tênis foi criado por ingleses muito provavelmente no século XVI e é atualmente um dos esportes que mais movimentam dinheiro no mundo – seus principais atletas são como estrelas do jet set internacional, seus torneios famosos atraem multidões, sendo um esporte praticado em todo o planeta ao longo do ano, jogado em superfícies distintas, e por pessoas de qualquer idade.

Check.

Esse seria mais ou menos o ruído de meu lápis (quem me conhece sabe que eu uso) ao riscar mais um item da minha lista. Nesse caso, da lista de desejos, de sonhos, ou da bucket list, como ficou na moda falar há algum tempo.

Hoje é dia 30 de agosto e estou sentado na poltrona 1 da fileira M do setor 124 do Estádio Arthur Ashe no complexo de Flushing Meadows no bairro do Queens em Nova Iorque, onde é realizado anualmente o US Open, a maior competição de tênis dos Estados Unidos e uma das quatro que compõem o Grand Slam – nome que se dá aos principais torneios do mundo, que incluem também o Australian Open (realizado nos meses de janeiro em Melbourne), o Roland Garros (maio em Paris) e Wimbledon (junho na Inglaterra). Eu podia estar assistindo a qualquer jogo que já seria sensacional, mas a sorte me fez ainda mais feliz e estou vendo uma partida do suíço Roger Federer (aos não iniciados no esporte, é mais ou menos como assistir a um jogo do Pelé!).

Sua bucket list pode existir em algum papelzinho guardado na sua gaveta ou mesmo ser imaginária. Importa pouco. O que vale mesmo é ter uma! E ir além… Ter, manter e sempre deixá-la atualizada. A sensação de fazer um check nessa lista se transforma na energia que nos move na vida. Alcançar sonhos, independentemente de seus tamanhos e tipos é o que faz nossos olhos brilharem, esquecermos as dificuldades e seguirmos adiante. Monte a sua e experimente a sensação.

Game. Set. Match.

Com essa frase, o árbitro da partida encerra formalmente um jogo de tênis. E não poderia ser diferente meu jeito de encerrar esse pequeno texto.

E vamos atrás dos novos itens da lista. Sempre!

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Levi’s & Google

| 29 de dezembro de 2017

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Um projeto de inovação juntou a centenária Levi’s (sinônimo de calça jeans) com o Google. Com a motivação de criar uma solução que permitisse acesso sem nenhum dispositivo físico, engenheiros e designers de ambas as empresas acabam de lançar o Levi’s Commuter Trucker Jacket with Jacquard by Google – uma jaqueta jeans com tecnologia presente no tecido da manga que permite conexão com o celular e a ativação de algumas funções como atender e fazer ligações, controlar volume ou ativar a assistente digital (Siri ou Alexa).

Pode parecer pouco, mas como em todas as inovações, isso deve ser percebido como o início de mais um conjunto de possibilidades que estão vindo e se tornando mais comuns.

Por enquanto, ainda é caro (US$350) mas a gente sabe que isso é questão de tempo. Ainda não chegou no Brasil… Mas você pode pedir àquele amigo seu que está viajando pro exterior nas férias…

Para saber mais: https://youtu.be/G9ADVeNpypk

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Profissionalismo e dedicação

| 21 de outubro de 2017

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Paul McCartney está com 75 anos. E continua na estrada. Sua turnê mais recente, chamada ONE ON ONE, começou em abril de 2016 e já passou por 20 países, incluindo o Brasil. Aqui em São Paulo, o show foi realizado no último dia 15 de outubro, no Allianz Arena para um público de mais de 40 mil pessoas. Previsto para 21h, o show teve início às 21:01 e foi terminar perto de meia noite.

Mesmo tocando sucessos que já passam dos 50 anos de existência, e com a mesma banda de apoio há mais de 15 anos, Paul costuma dedicar mais de 1 hora à passagem de som nos locais onde vai se apresentar, e seus ensaios incluem músicas que nem estão no setlist.

Ele é multi-instrumentista – conhecido por ser o baixista nos Beatles, em seus shows ele também passa pela guitarra, violão acústico, ukelele e, claro, teclados e pianos, como na catarse final de “Hey Jude”.

Durante o show, gosta de falar com seu público – por aqui, fez questão de se dirigir à plateia usando frases em português, recheadas de expressões locais. No show de Porto Alegre, usou “trilegal” e “tchê”. E em São Paulo, convidou “os manos e as minas” para cantarem junto com ele. Ao final, subiu ao palco segurando nossa bandeira!

Sir Paul McCartney (condecorado pela Rainha da Inglaterra em 1997) é considerado o compositor de maior sucesso da história – com os Beatles, foram mais de 600 milhões de discos vendidos. Sua fortuna pessoal é estimada em mais de US$ 1 bilhão, e ele ainda se envolve com outras causas como Direitos Humanos, Direitos dos Animais (ele é vegetariano) e contra o uso de minas terrestres.

O que motiva um Beatle aos 75 anos ainda enfrentar aviões, ônibus e 3 horas de espetáculo é muito mais que o retorno financeiro. É sua paixão pelo que faz. O que faz um “Sir” ainda ensaiar suas antigas músicas e tentar se comunicar em outros idiomas é respeito ao público que o fez ser quem ele é.

Que esses exemplos de profissionalismo e dedicação sirvam de lição a todos nós.

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Os próximos humanos

| 28 de junho de 2017

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Chove bastante. Los Angeles está irreconhecível. Na verdade, a humanidade está totalmente degradada. Um policial com a função de caçar androides já não sabe mais o que pode ser um “replicante” ou não. Na verdade, nem nós, espectadores do filme, temos essa certeza. Blade Runner comemora 35 anos de seu lançamento em 2017, e com uma sequência (aleluia!) que deve estrear nos cinemas em outubro.
O filme, que teve fracasso comercial no início, tornou-se cult e antecipou uma discussão que em breve fará parte de nossa realidade. A revista National Geographic, na edição de abril/2017, trouxe o tema “O Próximo Humano”, com exemplos de pessoas que já estão recebendo implantes eletrônicos que se mesclam aos nossos sentidos e criam habilidades diferenciadas.
Mais um exemplo nessa linha vem de Elon Musk, o “cara” por trás das empresas Tesla e Space X. Ainda não se sabe muito do Neuralink, apenas que será uma tecnologia capaz de permitir comunicação entre seres humanos e computadores sem nenhuma conexão física. Somos resultado da evolução biológica e da seleção genética que vem ocorrendo há milhares de anos. Mas agora começamos a influenciar também nesse processo, interferindo de certa forma no curso da natureza. Como lidar com isso?

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