Minha coluna dói

Panamá: ¿Por qué no sonríes?

| 27 de janeiro de 2020

O Panamá tem muito para ser um destino turístico dos bons: tem praias no Caribe e no Pacífico, centenas de ilhas cinematográficas, uma obra de engenharia unindo dois oceanos, história preservada e localização privilegiada no centro das Américas. Mas parece que ainda não despertou para essa oportunidade, pois lhe falta um componente fundamental: o sorriso.

É o sorriso no rosto de um atendente que faz você gostar mais de um estabelecimento. O poder do sorriso transforma refeições medianas em experiências elevadas de gastronomia. Faz uma praia de areia escura tornar-se piscina natural. É capaz de fazer alguém pagar mais para obter o mesmo serviço.

Tudo isso, entretanto, ainda falta ao Panamá. E não foi difícil perceber que não se tratava de um caso pontual ou um “azar” de momento. A ausência de sorrisos já é sentida na chegada ao aeroporto, nos restaurantes, hotéis, cafés, espaços públicos e até nas lojas! Um sentimento que te faz acreditar que estão ali fazendo um favor… Portanto, não reclame!

Uma explicação pode estar no fato de que o turismo ainda não é tão relevante na economia local. Você talvez não saiba, mas o PIB do Panamá é um dos destaques de qualquer levantamento mundial, com taxas de crescimento expressivo nos últimos 15 a 20 anos. Muito disso, contudo, advém da operação do Canal, da indústria financeira (infelizmente o país carrega uma marca de “paraíso fiscal”) e alguma produção agrícola (banana, cana, arroz e café).

Certamente um desperdício de talentos e recursos naturais. Poderiam se mirar em outros exemplos, como de alguns países pequenos, ali mesmo no Caribe, onde sobram sorrisos mesmo onde faltam condições. Ou poderiam se mirar mais na própria cultura de serviços dos Estados Unidos, país que serve como grande referência ao Panamá (afinal, inglês e dólar são parte do cotidiano) e que sabem como poucos o valor da satisfação do cliente.

Minha experiência recente por lá poderia ter sido muito melhor se além dos chapéus, eu pudesse ter trazido a alegre lembrança de sorrisos!

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Ir para Post

Minha coluna dói

No mundo da Lua

| 31 de julho de 2019

Sempre tive um certo fascínio por viagens espaciais, astronautas, foguetes… Criança na década de 70, nem podia ser diferente.

E minha maior dúvida nessa época nem era pensar em como o homem havia chegado à Lua, mas sim em como ele havia conseguido sair de lá. Afinal, em minha visão infantil, era difícil entender que para “sair” da Terra era necessário um complexo sistema de foguetes que iam se desmontando pelo caminho e que depois não fariam falta na volta.

Esse mês comemora-se os 50 anos da conquista da Lua. E depois de muito tempo, a humanidade volta a pensar em novos projetos espaciais e seus reais benefícios. É interessante ouvir algumas pessoas que ainda acham que os altos investimentos nessas iniciativas nunca fizeram sentido ou teriam sido apenas caprichos de governantes. Será mesmo?

Você usa celular? Com GPS? Pratica esportes com roupas do tipo “dry-fit”?

Gosta de ver robôs desativando bombas em vez de seres humanos?

Já consumiu alguma comida desidratada ou deu “papinha de bebê” ao seu filho?

Se respondeu sim a qualquer dessas perguntas, sem dúvida, se beneficiou de inovações advindas desses projetos. E isso é apenas uma parte bem pequena.

Nossos automóveis utilizam várias tecnologias nascidas ali. A área médica e odontológica precisou evoluir de maneira impressionante para pensar em como atender os astronautas à distância. E com certeza a indústria de TI não seria a mesma sem esse “empurrão”. Ainda que durante os anos de Guerra Fria houve muita motivação bélica, é inegável o avanço que conquistamos em função desses desafios.

E agora já podemos pensar na possibilidade de ser “quase” um astronauta. Empresas privadas (SpaceX e Blue Origin) estão evoluindo essa possibilidade e aí, quem sabe então, eu possa finalmente não só entender como “se volta” da Lua, mas até também dar meus pulinhos lá…


Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Ir para Post

Minha coluna dói

Cruze a linha de chegada

| 24 de maio de 2019

Domingo passado, 19 de maio de 2019, ao concluir a prova dos 10km da Tribuna em Santos (SP), completei a emblemática marca de 1000km percorridos em provas oficiais. Comecei nesse mundo em 2007, exatamente nessa mesma prova, que sempre ocorre no 3º domingo de maio. Na época, eu estava no meio de um processo de recuperação de uma cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior – lesão que eu tinha “ganho” no final de 2006 jogando futebol. Por orientação do fisioterapeuta que cuidava do meu caso, a corrida seria uma forma eficiente de ganhar novamente musculatura e, de certa forma, perder qualquer medo de retomar as práticas esportivas. 

Completei essa primeira prova em 1h12m56s, um tempo que pode parecer bem ruim aos iniciados, mas que pra mim foi como uma medalha olímpica – só quem já passou pelo stress de uma cirurgia como essa pode entender o que estou falando. Continuei correndo para fortalecer e acelerar meu retorno aos esportes (futebol e tênis), mas acabei sendo abduzido pela energia da corrida e, quando percebi, já estava madrugando aos finais de semana e calçando tênis, comprando relógios medidores de batimento cardíaco e me inscrevendo em novas provas. 

Para quem nunca experimentou a sensação de cruzar a linha de chegada, recomendo fortemente. Dizem que é a endorfina, hormônio conhecido por proporcionar bem-estar e sensação de felicidade, liberado em nosso organismo após meia hora de exercícios aeróbios, ou por meio do consumo leve de chocolate. Na dúvida, eu faço os dois, e sigo feliz! 

Vamos lá, levante do sofá e experimente também.

1000 Km

95 provas

05’34” pace médio

0:50:11 melhor tempo nos 10 km

 

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Ir para Post

Minha coluna dói

Schhhhhpá!

| 12 de setembro de 2018

Foto:  Unsplash / @jeremyforlife

Schhhhhpá!

É mais ou menos assim o ruído que se tem ao abrir um tubo de bolinhas de tênis. E para quem gosta do esporte, esse som, seguido do cheirinho característico (um misto de borracha, feltro e cola) se transformam em um momento mágico. Vai começar um jogo.

O tênis foi criado por ingleses muito provavelmente no século XVI e é atualmente um dos esportes que mais movimentam dinheiro no mundo – seus principais atletas são como estrelas do jet set internacional, seus torneios famosos atraem multidões, sendo um esporte praticado em todo o planeta ao longo do ano, jogado em superfícies distintas, e por pessoas de qualquer idade.

Check.

Esse seria mais ou menos o ruído de meu lápis (quem me conhece sabe que eu uso) ao riscar mais um item da minha lista. Nesse caso, da lista de desejos, de sonhos, ou da bucket list, como ficou na moda falar há algum tempo.

Hoje é dia 30 de agosto e estou sentado na poltrona 1 da fileira M do setor 124 do Estádio Arthur Ashe no complexo de Flushing Meadows no bairro do Queens em Nova Iorque, onde é realizado anualmente o US Open, a maior competição de tênis dos Estados Unidos e uma das quatro que compõem o Grand Slam – nome que se dá aos principais torneios do mundo, que incluem também o Australian Open (realizado nos meses de janeiro em Melbourne), o Roland Garros (maio em Paris) e Wimbledon (junho na Inglaterra). Eu podia estar assistindo a qualquer jogo que já seria sensacional, mas a sorte me fez ainda mais feliz e estou vendo uma partida do suíço Roger Federer (aos não iniciados no esporte, é mais ou menos como assistir a um jogo do Pelé!).

Sua bucket list pode existir em algum papelzinho guardado na sua gaveta ou mesmo ser imaginária. Importa pouco. O que vale mesmo é ter uma! E ir além… Ter, manter e sempre deixá-la atualizada. A sensação de fazer um check nessa lista se transforma na energia que nos move na vida. Alcançar sonhos, independentemente de seus tamanhos e tipos é o que faz nossos olhos brilharem, esquecermos as dificuldades e seguirmos adiante. Monte a sua e experimente a sensação.

Game. Set. Match.

Com essa frase, o árbitro da partida encerra formalmente um jogo de tênis. E não poderia ser diferente meu jeito de encerrar esse pequeno texto.

E vamos atrás dos novos itens da lista. Sempre!

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Ir para Post

Minha coluna dói

Levi’s & Google

| 29 de dezembro de 2017

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Um projeto de inovação juntou a centenária Levi’s (sinônimo de calça jeans) com o Google. Com a motivação de criar uma solução que permitisse acesso sem nenhum dispositivo físico, engenheiros e designers de ambas as empresas acabam de lançar o Levi’s Commuter Trucker Jacket with Jacquard by Google – uma jaqueta jeans com tecnologia presente no tecido da manga que permite conexão com o celular e a ativação de algumas funções como atender e fazer ligações, controlar volume ou ativar a assistente digital (Siri ou Alexa).

Pode parecer pouco, mas como em todas as inovações, isso deve ser percebido como o início de mais um conjunto de possibilidades que estão vindo e se tornando mais comuns.

Por enquanto, ainda é caro (US$350) mas a gente sabe que isso é questão de tempo. Ainda não chegou no Brasil… Mas você pode pedir àquele amigo seu que está viajando pro exterior nas férias…

Para saber mais: https://youtu.be/G9ADVeNpypk

Ir para Post