Gastronomia

Le Bife: vale a pena ir ao restaurante do Jacquin?

| 14 de outubro de 2019

Será que os restaurantes dos Masterchefs merecem todo esse hype? Fui conhecer o Le Bife, cujo cardápio é assinado pelo chef Erick Jacquin, e aqui compartilho minha experiência.

Fomos ao restaurante com o guia Dois por Um, que já comentei aqui com vocês e expliquei como funciona. O guia dá direito a dois cortes de carne pelo preço de um. Eu fui de entrecôte premium black angus, mas há também filet mignon, fraldinha, filet mignon de cordeiro, bisteca de porco, salmão grelhado e escalope de frango korin. Independente do corte escolhido, ele será servido com um molho à sua escolha e vários acompanhamentos à vontade disponibilizados em formato de rodízio.

O entrecôte era muito bem servido e macio, estava perfeito! Entre os acompanhamentos, destaco as batatinhas fritas – crocantes, ótimas para acompanhar a carne. Há também opções como lasanha vegetariana, creme de espinafre e legumes assados.

De sobremesa, o petit gateau é tradicional e acompanha “assinatura” do chef, mas é pequeno. Sugiro que vá de creme brulèe, que não decepciona em nada com a casquinha quentinha em contraste com o creme gelado. 

E aí, valeu? Muito! Estava tudo delicioso. A conta facilmente alcança os 150 reais por pessoa, mas é um preço honesto pela qualidade entregue. Super recomendo!

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Comportamento

Mas já?

| 23 de setembro de 2019

Mas já são 5 horas da tarde? Mas já é setembro? Mas já estamos na sexta-feira? A sensação de não “ver” o tempo passar ou de não ter noção de como ele passou é quase constante.

Trabalho, TCC, amigos, família, problemas, preguiça, stress… Tudo isso consome o tempo de forma, muitas vezes, imperceptível. Em um momento de tranquilidade, em meio ao vai e vem de repórteres na redação, me peguei pensando: “Mas já estou no fim da faculdade? O mês de agosto já acabou?”.

A ansiedade para começar a graduação veio acompanhada da sensação de que aquele seria um ciclo longo. O tão sonhado diploma e o trabalho de conclusão de curso, apelidado carinhosamente de TCC, pareciam bem distantes. Ao pensar em todo o percurso até lá, o fim da trajetória não se mostrava evidente. 

“Tragam o tema do TCC na próxima aula.” O sexto semestre começou e trouxe junto o início do fim. Mas já? A pergunta na ponta língua e a incredulidade de que aquele momento que estava longe se aproximou sem pedir licença. Pesquisas, criações, edições, mil e uma tarefas surgiram da noite para o dia e junto a TCCite – uma síndrome ainda sem tratamento eficaz. Os atingidos por ela pensam a todo o momento no trabalho final, buscam inspirações de forma incessante, passam noites em claro e na maioria dos casos, uma quantidade excessiva de estresse. Nas situações mais graves, pode vir acompanhada de louca vontade de jogar tudo para o alto e sair correndo sem olhar para trás.

Embora o último ano seja resumido, algumas milhares de vezes, como “só” o TCC, ele traz consigo o fechamento de um ciclo muito aguardado. O desejo de poder estudar só o que gosta e de trabalhar com a profissão dos sonhos cria um grande encantamento com a graduação. Aulas não tão interessantes, milhões de trabalhos e provas podem parecer tirar o encanto desta fase. Em contrapartida, a possibilidade de fazer novas amizades e as experiências na profissão são a motivação para prosseguir.

Alguns rezam para acabar logo, enquanto outros começam a vivenciar a nostalgia daquilo que ainda não se encerrou. O fato é que a faculdade deixa suas marcas. Positivas ou negativas, é impossível (ou quase) finalizar a graduação e sair ileso de suas marcas.

Novas responsabilidades, a capacidade de exercer uma profissão e mudanças de ponto de vista são algumas delas. Mas, talvez, o maior ensinamento esteja na percepção de que uma escolha não precisa definir a vida inteira e que os diversos ciclos de viver nos mostram que é possível recomeçar a qualquer momento.

A tensão de escolher uma profissão na inscrição do vestibular e a sensação de que aquela era A escolha, aos poucos e com o passar dos anos, vai dando espaço a uma nova forma de ver a vida e a habilidade de reconhecer que aprender não está somente em acertar, e que errar é parte do processo. Mais do que isso: o que é erro para um pode ser acerto para outro.

Mas já? Já! Em breve mais um ciclo se fecha e o próximo já vem se aproximando para, num piscar de olhos, roubar o lugar do anterior. Ele pode ser a prática da faculdade ou a abertura para um nova carreira que começa com um saldo positivo – afinal, já se sabe que dentre as infinitas opções para serem seguidas, uma delas não agrada. E que venham outras etapas, todos os questionamentos de “mas já?” e, junto com eles, a oportunidade de reconhecer e aprimorar um novo horizonte.

Por Amanda Nascimento e Elizabeth Matravolgyi

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Moda

É preciso (re)consumir

| 22 de setembro de 2019

Vivemos em um mundo onde o ter é mais importante do que o ser. Com tantas novidades surgindo em um espaço de tempo muito pequeno, nossa adaptação se tornou uma fuga da realidade. 

Esse conceito já aparece em nossos estudos há muitos anos. O sociólogo Zygmund Bauman  falava sobre a ideia de modernidade líquida, que segundo ele, seria o momento histórico que vivemos, quando as instituições, as ideias e as relações entre as pessoas se transformam de forma muito rápida e imprevisível.

Os mercados cresceram, assim como o interesse pela moda. O processo de fabricação já não podia levar quatro meses desde a concepção até a venda no varejo – por isso,  toda a cadeia de produção teve de ser encurtada. A partir dos anos 2000, com o mercado cada vez mais competitivo, surge a necessidade dos varejistas de vestuário se esforçarem para que possam ser os mais rápidos a lançar novos produtos, comprometendo, assim, a qualidade dos produtos. A indústria passa a incentivar a criação de um desejo sobre as coisas por meio do marketing. É o começo da tendência fast fashion e de uma epidemia de roupas consideradas descartáveis. Essa vontade de consumir a todo instante para manter as aparências traz malefícios significativos – porém imperceptíveis – para nós, dentro de nossas próprias bolhas sociais. 

Fast fashion nada mais é do que a fabricação em larga escala de roupas que (geralmente) possuem qualidade baixa. Isso acontece após uma série de análises das empresas em relação às peças que mais resultam em lucro e, em seguida, partem para a produção desenfreada das mesmas para abastecer suas lojas ao redor do mundo.

Quais os malefícios disso? O trabalho escravo, que tem aumentado gradativamente, na necessidade de uma produção cada vez mais ágil para suprir nossas efêmeras necessidades; e as emissões de carbono que chegam a ser 400% maiores do que fabricações comuns, causando um impacto fortíssimo na natureza. Se formos levar mais a fundo, o consumo consciente está além da forma como compramos: é economia financeira e uma forma de fazer política pública.

Por Marcella Costa e Marina Marques

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Beleza

Lip tint: a nova tendência de make para os lábios

| 21 de setembro de 2019

Com a promessa de lábios levemente avermelhados, quase que naturalmente, o lip tint, também conhecido como tinta de lábios, conquistou o seu espaço na maquiagem do dia a dia e nos visuais mais discretos. A tendência inspirada no visual das sul-coreanas – que costumam utilizar o produto mais concentrado no centro dos lábios – agora também pode ser visto nas mulheres do outro lado do mundo.

No Brasil, o produto virou tendência e na internet já podem ser encontrados diversos tutoriais de maquiagem utilizando o produto nos lábios e até mesmo nas bochechas, como substituto do blush para conferir uma aparência mais saudável.

Ruby Rose, Dailus, Benefit e Océane são algumas das marcas que comercializam o cosmético no país. Nos vídeos de YouTube ou no Instagram, um dos mais utilizados é o Love Lip Color da marca brasileira DNA Italy, que foi idealizada na Itália. 

O produto promete realçar a cor natural dos lábios, já que conta com uma tecnologia que possibilita a adaptação ao tom da boca. Lançado inicialmente em duas cores, red (mais avermelhado) e cherry (mais rosado), hoje a marca disponibiliza outros dois tons: pitaya, um vermelho mais leve; e uva, com tonalidade lilás.

Com um formato semelhante ao de um esmalte em embalagem de vidro, assim também é o aplicador, um dos pontos negativos do cosmético. Umedecido com o produto, o pincel não permite tanta precisão no momento de aplicar, principalmente para contornar os lábios. Talvez o mais indicado fosse um aplicador semelhante ao de um gloss, que além de carregar o produto, permitiria mais firmeza para desenhar os lábios.

A textura do batom é outro ponto que divide opiniões. O líquido pigmentado permite um visual mais natural aos lábios e bochechas, já que acaba sendo mais facilmente aderido. Por outro lado, exige reaplicação ao longo do dia para manter o efeito rosado que perde intensidade poucas horas após a aplicação, porém é o esperado por ser leve e ter como objetivo uma coloração mais discreta, que pode ser intensificada com a utilização de mais de uma camada do produto.

Além da fragrância agradável, outro aspecto a ser destacado é a variedade de cores. Mais do que o clássico vermelho, a marca ainda apostou em outros tons de lip tint, O preço pode variar, mas sai em média por R$ 9.

Mas afinal, vale a pena investir no produto?

De maneira geral, o lip tint da DNA cumpre o seu papel principal que é colorir lábios e bochechas naturalmente, de forma quase que imperceptível. Por um custo baixo é possível encontrar diferentes colorações do produto para compor uma make mais discreta para o dia a dia, o que acaba sendo uma alternativa às demais marcas que comercializam o produto por um valor mais elevado.

Apesar de exigir reaplicação ao longo do dia para manter a coloração mais evidente, o cosmético possibilita a construção de camadas e, assim, a cor pode ser intensificada. Uma maquiagem marcante ou um visual discreto: os dois visuais podem ser criados com apenas um produto. O produto é versátil e vai da make para o trabalho até uma mais elaborada. 

Por Amanda Nascimento

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Entretenimento

Mindhunter: o terror com doses de crueldade

| 20 de setembro de 2019

Um das séries de maior sucesso do Netflix contém um terror escondido em fotos e histórias verídicas. Mindhunter apresenta duas temporadas contando sobre o surgimento da unidade de psicologia criminal do FBI, quando a expressão serial killer ainda era desconhecida e não era catalogada pelo serviço de inteligência americana. Baseada no livro homônimo, escrito pelo agente John Douglas, o policial fica na pele do agente Holden.

Embora as cenas em si não sejam de terror, já que não passam de histórias que os assassinos contam em suas entrevistas, cenas como estupro, facadas e outras crueldades são retratadas de forma tão fria e detalhista que podem causar um impacto no espectador semelhante a uma cena de terror sangrenta. 

A dupla formada por Holden (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany) fica encarregada das entrevistas que nem sempre seguiam o “padrão” esperado. Com perfis distintos – embora com as semelhanças com os assassinos em série – os agentes se especializaram em criar os perfis psicológicos dos presos. A agente Wendy (Anna Torv) pode ser o que consideramos o “cérebro” da investigação, que busca semelhanças em tantas transcrições.

Para você que vai começar a série agora, preste atenção na primeira temporada, com pequenos flashs de um personagem no início dos capítulos. Essa será uma das histórias da segunda temporada – e arriscaria dizer que até uma das mais assustadoras. Além dele, Charles Manson, considerado o maior serial killer da história, também surge na segunda temporada, como um dos entrevistados.

Embora  tenha doses de crueldade para os apaixonados por esse gênero, o público poderá sentir um pouco o ritmo mais lento em que a série se desenvolve, nada que tire o sucesso de Mindhunter até aqui. A terceira temporada ainda não tem previsão de estreia. 

Por Paula Pimentel

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